sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Em busca da Torre Negra através de Silent Hill
Postado por
Unknown
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Primeiramente, gostaria de agradecer ao amigo Saul por permitir que eu compartilhe minhas
< copiado diretamente de blog.ricardobrusch.com.br (propaganda gratuita) >
Aqueles que me conhecem pessoalmente sabem o quanto admiro o trabalho de Stephen King, e a influência que ele tem sobre minha escrita. Aposto também que os mesmos que conhecem esta minha peculiaridade também conhecem a minha admiração pela série de videogames Silent Hill. Quando iniciei a minha leitura em “A Torre Negra – O Pistoleiro”, o primeiro livro da série, nunca imaginei que seria surpreendido com lances de memória à respeito do game durante a viagem literária proposta por King. Agora estou nas últimas páginas do terceiro livro – As Terras Devastadas – e em alguns momentos juro ter acreditado que a equipe da Konami, responsável pelos videogames da série Silent Hill, deram uma lida nos livros e usaram referências dele para compor parte do mundo do videogame. Para fins de comparação cronológica, os livros que me levaram à fazer a comparação foram lançados entre 1982 e 1991, e o primeiro jogo da série foi lançado apenas em 1999. E quer um fator interessante que também me fez acreditar ainda mais nesta hipótese? No jogo, o personagem principal se encontra na cidade de Silent Hill, sob a neblina intensa que mais adiante se transforma em cinzas recorrentes do incêndio que destruiu a cidade. Para se guiar por ela, ele tem disponível um mapa. As ruas da cidade tem nomes inspirados em escritores de séries de horror (o que leva a crer que os criadores realmente gostavam desse tipo de literatura), e uma das ruas possui o nome de “Bachman”, referência à “Richard Bachman”, um dos pseudônimos do mestre King. Tudo bem, existem mais umas 12 ou 15 ruas nomeadas com escritores do gênero, mas mesmo assim é um fator relevante.
Roland de Gilead, da Torre Negra, poderia ter inspirado a criação de Harry Mason
[spoiler mode = on]
Mas o que é a Torre Negra? Segundo a descrição dada por Roland de Gilead (o último pistoleiro em um mundo que “seguiu adiante”), a Torre Negra é o lugar que possui todo o tempo e espaço, ou seja, é onde existem os portais para todos os mundos e épocas. Sua missão é chegar até ela, e fazer com que o mundo não continue “seguindo adiante”, como ele mesmo diz. Em alguns momentos do primeiro livro imaginava que este mundo onde se encontra o pistoleiro fosse alguns mil anosantes do nosso tempo, pois não há referência de tecnologias ou coisas que temos atualmente, muito menos a consciência de países como Estados Unidos e tudo mais. Isto fica bem claro quando Roland encontra, em meio a sua caçada ao “homem de preto” (que também tem ligação com a Torre), um menino chamado Jake, que não sabe como chegou ali, muito menos como voltar para o mundo onde ele “morreu”. Ele tem poucas lembranças deste mundo, mas em uma sessão de hipnose conduzida pelo pistoleiro ele consegue lembrar de detalhes como carros, manequins em vitrines e outras coisas peculiares de uma cidade como Nova York. Estes detalhes são completamente desconhecidos por Roland. Ele nunca ouvira falar em coisas como estas. Porém, a visão do leitor muda (e eu adoro estas surpresas), quando mais adiante, ao passar por uma pequena cidadezinha, Roland ouve uma pessoa cantarolar em um saloon local “Hey Jude”, mas da mesma forma como hoje cantamos músicas de ninar para crianças: elas fazem parte de nossa vida, conhecemos desde sempre, mas não sabemos quem ou quando foram compostas ou introduzidas em nossa cultura. Agora a situação se inverte. Acredito neste momento que este mundo onde está o pistoleiro se encontra em uma dimensão alguns mil anos à nossa frente.
[spoiler mode = off]
Não darei mais detalhes dos livros referentes ao enredo da história para não estragar as grandes surpresas que Stephen King nos presenteia durante a leitura de seus clássicos. Lembro que, ao decorrer destes 3 livros que já li, o pistoleiro e seus companheiros (sim, ele encontra aliados pelo caminho, mas não vou dizer quem nem como, descubra por si próprio) passam por diversos lugares e dimensões, todos já definidos em seu ka (destino, como ele costuma falar na língua superior). E cada nova parte que eles caminham vejo mais e mais semelhanças com lugares reais de hoje em dia, e é claro, em outros lugares muitas semelhanças com o jogo Silent Hill. É a descrição das criaturas que perambulam sem direção por estas cidades e dimensões, que (as vezes) lembram humanos mas com silhuetas desfiguradas, ou então criaturas com aparência de podridão que vivem na escuridão e atacam aqueles que passam por sua área, e por todo lado onde Roland anda há destruição, sinais de violência, moribundos, morte. Um clima extremamente tenso de medo e as vezes ódio…. Enfim, são esses e vários outros pontos que me fazem viajar entre os mundos de Roland e de Silent Hill sem perder o foco na história da Torre Negra.
A Torre Negra é um portal entre mundos, mesma função exercida por Cheryl em Silent Hill
E para finalizar o post e deixar em aberto para você tirar suas próprias conclusões, lembro o objetivo principal de Henry Mason no primeiro game de Silent Hill, que era encontrar sua filha Cheryl em meio ao caos da cidade fantasma. Roland por sua vez, tem foco total em encontrar a Torre Negra, não importa o que tenha que enfrentar. Seria Henry o pistoleiro e Cheryl a própria Torre Negra? Lembre-se que ela é a única que pode permitir que alguém atravesse o portal entre Silent Hill e o mundo real, exatamente como a Torre permite a passagem entre os mundos…
Só sei que estou ansioso para completar a leitura da série (são apenas 7 livros e mais de 4,000 páginas, já estou chegando próximo à metade, hehehe), e saber como irá acabar essa incansável busca pela fonte de todo o bem e o mal, a fonte de domínio sobre todo o tempo e o espaço neste e em outros mundos!
< fim da cópia >
Então, esta é uma das teorias mais malucas que criei, mas acredito que se analisá-la à fundo, você encontrará algum fundamento hehehe...
Pois bem, encerro por aqui meu primeiro post, e assim que possível (se as críticas não forem negativas e o Saul não me banir por mau comportamento), escreverei mais sobre o mestre King e seus trabalhos, para compartilhar aqui com todos.
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